1. Por que você precisa de um smartphone?
Seja honesto! A primeira questão que você deve ter em mente é: "Por que preciso de um smartphone?". Bom, todos sabemos quais as possibilidades de um smartphone: empoderamento do usuário. Você quer checar e-mails enquanto está na rua; quer acessar redes sociais; quer enviar mensagens instantâneas de "forma gratuita"; quer acessar conteúdo na internet; quer utilizar aplicativos que auxiliem no cotidiano; enfim, um celular inteligente é um universo de possibilidades. Por isso, é aqui que você deve se perguntar se vai precisar de um super processador ou de uma excelente experiência de uso do aparelho (ou ambos).
Muitos usuários querem utilizar todas as possibilidades de um sistema de código aberto, flertar com um grande número de ROMs, acelerar ao máximo o processador do aparelho e ver do que ele é realmente capaz ou mesmo instalar um grande número de jogos. Lembre-se, sempre existirá um modelo perfeito para você, mas você precisa saber o que deseja.
Não tenha vergonha de encarar a realidade: se o que você deseja é status, escolha logo o mais caro, afinal de contas, é isso que vai contar no fim do dia mesmo. O que quero dizer é que, sendo honesto e colocando no papel o que você realmente deseja de um smartphone, as chances de errar na escolha serão muito pequenas.
2. Sistema operacional
Sinceramente, não escolha o Android se você quer um sistema operacional que funcione em linha reta. Muitos dos meus amigos reclamam do sistema operacional da Google, grande parte deles ou vieram do iOS ou utilizam versões defasadas do Android. O mais engraçado é que os que vieram da experiência com a Apple, depois de ter um Android, voltam para o iOS, mas se arrependem e acabam optando pelo Android novamente (e se tornam pessoas mais felizes). Assim, leia sobre o sistema operacional da Google antes, entenda que o OS é fragmentado (existem pelo menos cinco versões diferentes, a saber: Gingerbread, Honeycomb, Ice Cream Sandwich, Jelly Bean e KitKat). E sim, todas elas levam o nome de uma sobremesa.
3. Google Play Store
Um tópico bem batido do fórum e do canal de suporte do AndroidPIT está relacionado a perguntas sobre a Google Play Store, em particular ao fato da compra de dispositivos piratas, que não são suportados pela loja de aplicativos da Google. Por isso, antes de investir dinheiro em um gadget, por favor, tenha certeza de que ele está relacionado entre os dispositivos que a Google oferece suporte.
Isso é bem facíl, o Big G possui um canal online com uma relação de dispositivos compatíveis com a Play Store. Logo, antes de se desesperar com a não possibilidade de instalação do Instagram, do Pou ou do Tom Cat, verifique se o aparelho que você quer comprar pode baixar apps da Play Store.
4. Operadora
Muitos smartphones estão vinculados a determinadas operadoras, o que pode acabar definindo a sua compra para o bem ou para o mal. Se você já é cliente da operadora, pode receber descontos na compra de um novo smartphone, por isso, é bom fazer uma pesquisa de portfólio da companhia a qual sua conta está atrelada. Caso você esteja procurando uma (nova) operadora, fique atento aos planos de dados e voz oferecidos para o celular que deseja comprar e escolha aquele melhor atende as suas necessidades. Além disso, alguns smartphones como o Sony Xperia J, por exemplo, só podem ser comprados em determinadas operadoras, neste caso, a Claro. Fique atento a isso também!
Se você está pensando em trazer ou comprar um dispositivo móvel no exterior, fique atento para o tipo de conexão LTE, questões relacionadas à garantia do aparelho e se o mesmo consta na lista de celulares homologados pela Anatel, para evitar problemas no futuro.
Por último, é importante fazer uma pesquisa sobre a relação da operadora com os clientes, especialmente no que toca à entrega das atualizações do sistema operacional Android para os usuários.
5. Design e tamanho da tela
Para evitar frustrações, tenha em mente que sair de uma tela pequena para uma grande é bem mais tranquilo que o oposto. Assim, tenha uma experiência mínima de uso do aparelho, para saber se você irá se adaptar ao tamanho do mesmo, sinta ele nas mãos, verifique se o tamanho será um problema na hora de colocá-lo no bolso ou se a tela é suficiente para navegação e jogos.
Tenha em mente também que existe diferenças entre uma tela LCD e uma Amoled, por exemplo. E, caso você tenha interesses específicos como a qualidade de som, verifique a posição dos auto-falantes e se existe algum tipo de tecnologia de áudio quando você utilizar o dispositivo com os fones de ouvido. Outra dica é perceber os botões do aparelho, se serão um problema no futuro ou se podem ser acionados com facilidade.
6. Memória
Há algumas semanas, uma conhecida me perguntou porque o tablet dela estava tão lento que não conseguia nem abrir o navegador, a resposta era simples: memória RAM insuficiente. Ao contrário de um computador, no qual se pode adicionar um pente de RAM, em dispositivos móveis isso ainda não é possível. Logo, leve em consideração que a memória RAM do seu aparelho deve ser de pelo menos 1GB.
Outra questão relacionada ao armazenamento interno é o fato de que, atualmente, muitas fabricantes optam por não oferecer a possibilidade de expandir a memória dos smartphones, o que limita um pouco a experiência do usuário, visto que deverá optar por aparelhos entre 8/16/32/64GB e se contentar com o espaço livre na nuvem. Por isso, antes de comprar um dispositivo Android, calcule a sua necessidade de dados e compare as melhores opções dentro desta média de consumo de informações.
7. ROMs customizadas
Como disse anteriormente, o Android é um sistema operacional de código aberto (AOSP), por isso, existe uma comunidade de desenvolvedores construindo novas funções e interfaces com base no OS da Google. Uma das mais famosas é a CyanogenMod, que oferece a sua ROM customizada para diferentes modelos de smartphones, mas também existem a Paranoid Android, AOKP, Omni, MIUI e outras.
Assim, caso você queira contar com este tipo de suporte, verifique se o smartphone que deseja comprar está na lista de dispositivos compatíveis com tais softwares. Isso pode ser feito acessando a página de cada uma das ROMs citadas acima.
8. Bateria
A primeira coisa a saber sobre a bateria de um smartphone é que não existe "a melhor", mas "a menos pior". Claro, tudo vai depender do uso que você faz do celular no dia-a-dia, por isso, leve em consideração o tamanho da mesma (a melhor faixa é de 2.600 a 3.200 mAh), o tipo de processador que embala o aparelho e a versão do Android que roda nele. Os processadores mais recentes, como Snapdragon 400, 600 e 800, foram construídos com o intuito de liberar calor, entregar melhor desempenho e otimizar o consumo da bateria. Já as versões do Android 4.3 e superiores trazem o recurso TRIM, que verifica e exclui cada bloco de dados que não está mais em uso, limpando assim o sistema. Desta forma, quando os dados precisam ser gravados no armazenamento flash, os blocos vazios estarão disponíveis e a performance da máquina melhorada.
9. "Legalzices"
Um smartphone deve ter "legalzices", ou seja, deve ser muito divertido de usar. Seja por causa da S-Pen, como no Note 3, dos comandos de voz como no Moto X ou no Nexus 5, de softwares como o KnockOn no LG G2, a possibilidade de personalização da parte traseira como no Moto G ou mesmo dois auto-falantes stereos como no HTC One. Independente do aparelho que você escolher, tenha certeza de que ele servirá como forma de descontração ao longo do dia.
10. Preço
Bom, a décima dica é crucial: o quanto você irá pagar pelo seu novo celular. Depois de analisar os smarphones que se encaixam à sua experiência de uso, é a hora de achar uma forma de encaixar a sua realidade financeira à sua escolha. Muitos aparelhos podem ser comprados via internet, o que torna o custo um pouco mais baixo. Porém, lembre-se de ir até uma loja física e utilizar o aparelho por alguns minutos antes da compra online.
Caso o valor do "aparelho dos seus sonhos" esteja além das suas possibilidades financeiras, não venda um rim, espere por uma promoção ou pesquise em canais como o Mercado Livre por aparelhos usados, mas certifique-se de que ele esteja em boas condições. Lembre-se, passados alguns meses do lançamento do celular no mercado, a tendência é a de que os preços diminuam significativamente.
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